segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Oriente

O som do baixo oito de Januário. O ronco do cachorro no canto da sala, dormia esperando a manhã que não viria. Debaixo do tapete, uma casa que já não existe mais. As penas do papagaio que ficava no quintal, desengaiolado, caídas pelo chão da cozinha.

Hoje tem festa. Antônio, o que dizem ser o Santo, nas barracas ilustrado, uma folha de jornal falando do prefeito. Tem mangada, amendoim, tem cajá, pipoca, um maço verde pra benzer.

Ouvi do caminhoneiro: Aqui o rei é Luiz Gonzaga! Januário é o pai. Como se faz o baião? Vou contar pra você.

Me contou histórias, do triângulo me disse muito, da zabumba tirou o couro num ritmo mágico.

Apenas me virei, com os pés no chão olhei pra mulher ao meu lado. Ela parecia corresponder ao meu íntimo. Fomos ensinar como se faz o baião.

6 comentários:

Anônimo disse...

Escreve mais, tira essa cor cinza do blog, vê se te orienta, afinal, cade vc? Se eu venho aqui so pra te ver?

de flora flor disse...

Adorei!

bárbara. disse...

adorei!

bárbara. disse...

adorei!

A Rosa disse...

escreve mais!!!!

danbrandao disse...

muito bom, parabens.

http://danbrandao.blogspot.com