segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Nem a Mini Nem a Saia

Observando o caso da estudante de direito Geyse, acadêmica da UNIBAN, agredida e desmoralizada por mais de 600 alunos dessa universidade, colegas ou não, uso a mente para regressar ao meu tempo de colégio, nas séries mais avançadas do ensino fundamental e as demais do ensino médio. As garotas tinham seu estilo, um estilo bem solto e liberal, nem por isso eram vulgares. Volto também ao tempo que não vivi, tempo dos meus pueris genitores e enérgicos avós. As minissaias eram moda, modernas e à frente do seu tempo. E não eram minissaias discretas e comportadas, nada de 5 dedos acima dos joelhos.

Foi nessa época, em que a maioria era contrária ao regime ditatorial, que a minissaia tinha seu diferencial. E a ditadura era só do governamental. Muito do que hoje é moralizado, naquela época, era sinônimo de ser descolado, liberal. As mulheres tinham seu espaço e eram tão importantes numa revolução quanto os homens. As maiores armas da frente de batalha eram pernas desnudas, coques e cortes Channel, sapatos de verniz e uma suprema e delicada valentia.

Não que o mundo fosse regido à base de impunidade, muitas pessoas pagaram por seus atos "perturbadores da ordem". Tanto homens quanto mulheres. Prisão. Tortura. Exílio.

Talvez nossas garotas tenham perdido ou dominado parte do seu instinto contra a sublevação mas jamais perderão sua tendência e seu prazer em seduzir e encantar os homens, muito menos perderão o amor às minissaias.

3 comentários:

Mercedes disse...

E como as mulheres lutaram para chegar as minissaias, chegar na época "liberal" pela "revolução" exigida por nós, contudo, nunca foi LIBERAL SEM ASPAS escritor. Até hoje sofremos pré-conceitos como, por exemplo, das UNHAS VIVAS VERMELHAS e o caso da UNIBAN, uma universidade da nova geração, ou melhor, SERIA da nova geração, revela a vivência ainda presente da ditadura. BANALIZAÇÃO DA MULHER, AGORA? Verdadeiras mulheres, onde estavam vocês? Onde ESTÃO vocês? Muito bem lembrado escritor, parabenizo pela opinião.

Lara Vieira disse...

Amei seu texto primo,e concordo plenamente.As mulheres sofreram tanto preconceito pra chegar até onde chegaram,achava-se que a cabeça das pessoas tivesse evoluído,mais eis que nos deparamos com críticas ridículas, como a sobre a aluna da UNIBAN, em pleno século XXI.Não uso saia por opção,não me sinto confortável,mais amo um vestido..e o que tem de mais nisso?Cada mulher se sente bem de um jeito,não é uma roupa que muda a cabeça de alguém.
PORTANTO...MULHERES...SEDUZAM USANDO MINI SAIAS!!kkk

Abel Luis disse...

Na verdade meu caro, vc fez uma adequação total ao assunto, mas acho que posso colocar algumas palavras do que penso. Devido ao aumento de consciencia das mulheres em procurar homens certos, (os depravados somente as mulheres burras querem), providos de seu importante meio de vida, os outros, que não se enquadram no perfil que agrada as mulheres, somente as meninas, digo, somente as meninas, ficam por faltar-lhes o tato para se portar diante a mulher que se acha bonita e sabe ser sexy. Então, não passou de uma brincadeira de mau gosto dentro de uma Universidade, (a que ouço os comentários duvidosos), onde adultos, veja bem, adultos, tomaram posses de suas não amadurecidas masculinidade. Não seguraram seus instintos, embora o que queriam fazer seria igual à época dos homens das cavernas.
Resumindo, a faculdade resultou num monte de homens peludos, sem inteligencia emocional, com um curso superior enfiado debaixo dos braços....